sábado, 15 de março de 2008



O APOKALYPSIS é um conjunto setentista (1974, São Paulo - 1979, Londres) de Rock Brasileiro, do duo Zé BRasil & Silvia Helena, que lançou o cult-CD "1975" em dezembro de 2005 com show ao vivo gravado no Teatro Bandeirantes, São Paulo, em 1975. Desde 2006 o APOKALYPSIS tem se apresentado promovendo o Movimento 70 de Novo com novas formações e novo repertório que inclui o rock and roll "Cabelos Dourados" parceria paulistana de Zé BRasil (cantor e compositor do Apokalypsis) com Arnaldo Baptista (cantor e compositor dos Mutantes). A letra foi escrita por Arnaldo Baptista na Serra da Cantareira em 1974 e a música foi composta por Zé BRasil no bairro do Sumaré em 2005. "Cabelos Dourados" também foi lançado em um promo-single que traz como faixa bônus um "Pot-pourri" do CD "1975".

Atualmente Zé BRasil & Silvia Helena estão lançando o EP "70 de Novo" pelo selo próprio, Natural Records, criado em Londres em 1980. São quatro músicas inéditas de Zé BRasil com letras de Nico Queiroz escritas em Monte Verde, Minas Gerais, e interpretadas por Zé BRasil & Silvia Helena. Tem participações especiais dos guitarristas Roberto Gava e Norba Zamboni e de Osmar Murad no baixo. O disco foi gravado e masterizado por Roberto Gava no Estúdio Azulão, em São Paulo, durante os meses de novembro e dezembro de 2007. O projeto gráfico foi criado e desenvolvido por Rafael Cony da SalaMandraDesign em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

As músicas estão disponíveis para ouvir e para download nos sites:

Myspace http://www.myspace.com/apokalypsis2007

Trama Virtual http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=51676

Podfestival http://www.podfestival.com/apokalypsis

O CD pode ser comprado pelo e-mail apokalypsis2006@terra.com.br

Contatos: Zé BRasil (11) 5083-5885 / 9957-6447 zebrasiluhf@terra.com.br

PS: em anexo a faixa-titulo 70 de Novo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Movimento 70 de Novo

Queridos amigos e amigas:
Tenho pensado muito num assunto em particular e gostaria que vocês refletissem sobre isso. Sou músico e produtor independente desde o início dos anos setenta. Todas as vezes que interagi ou tentei interagir, aqui no Brasil, com o show business oficial das majors, das multinacionais, da direita tradicional e conservadora em última análise, não deu certo. Tive alguma experiência internacional nos Estados Unidos e na Europa e percebi que lá as coisas são diferentes. As majors se nutrem da criatividade das indies, a ponto de, nos anos 80, o movimento independente ter praticamente salvo as grandes gravadoras da bancarrota. No fundo acho que o poder econômico tentou ou comprou o underground, mas os artistas ganharam com isso e o público também. Sempre tive esperança que isso acontecesse aqui no Brasil mas parece que a fronteira (tênue e quase impenetrável ao mesmo tempo) entre os indies e os majors continua impedindo a evolução da nossa cena musical. Vejam o caso dos meus queridos amigos Mutantes: assim que conseguiram o apoio essencial de uma ótima pessoa como o Aluizer Malab decolaram para Londres e para o mundo. Na volta já foram apropriados pela Globo, Sony, etc, com resultados muito bons para eles e para os seus milhares de fans. Agora, os Mutantes nunca foram independentes: desde o início mereceram e participaram dos grandes movimentos musicais (Festivais, Tropicália, etc) dos anos sessenta e com isso sempre desfrutaram do poder de penetração e influência da grande mídia devidamente censurado e "permitido" pela ditadura. Esse poder é tão forte que, aliado à incrível qualidade musical dos Mutantes, fez com que os filhos e até netos dos seus fans originais cantem junto com eles as letras de quase 40 anos atrás. É maravilhoso isso num país tão desmemoriado como o nosso. Ao mesmo tempo alguns de vocês podem ter ouvido falar do Rock Brasileiro dos anos setenta. Existiram conjuntos como o Terço, o Som Nosso de Cada Dia, o Terreno Baldio, a Barca do Sol, o Vimana, o Veludo, o Bicho da Seda, a Bolha , o Peso, o Burmah, o Sindicato, a Chave, o meu Apokalypsis, e muitos outros, gente independente e talentosa que fazia um som inesquecível e surpreendente. Ao contrário do que aconteceu na Inglaterra e Estados Unidos, vieram os anos 80 e o Movimento acabou, assim com acabaram todas essas bandas. Os músicos que conseguiram sobreviver se adaptaram ao modelito pop das grandes corporações e aquele som, mágico e incandescente, se perdeu no tempo. Quem teve oportunidade de ouvir nunca esqueceu o que seria a grande promessa de um Rock Brasileiro de qualidade universal. Sábado, dia 3 de fevereiro, tive o privilégio de ouvir meu amigo "old school", fundador do Terço, Cezar de Mercês, cantando "Hey amigo" em 2007. Alguns de vocês sabem do que estou falando e podem ter idéia da emocão que eu senti cantando a canção com ele. Enfim, este texto virou um desabafo e uma esperança. Sim, é uma esperança de ressurreicão, de reencarnação, de segunda chance para aquele sonho, para aqueles velhos rockeiros que estão aí até hoje, íntegros e musicalmente saudáveis.
Vamos nos unir: o sonho recomeçou, vamos trazer o Espírito dos 70 de Novo.
Paz, amor e rock'n'roll!
Zé Brasil.